Diversidade LGBTTQIA+ das Marcas

Afroqueer [2021, 320×370, ECA-USP]

A cultura LGBTTQIA+ agora entrou na era das marcas. Hoje, diversidade é tendência.

O mercado-mídia coptou essa cultura em prol da diversidade. Será mesmo?

Desconfio que primeiro usaram o abusaram e depois querem apenas aumentar o lucro. Sim, a agenda LGBTTQIA+ tornou-se hipermidiática. Estar em evidência implica ser a bola da vez.

Quem sabe, é apenas um tipo de reconhecimento momentâneo, passageiro. Daqui a pouco, essa agenda é descartada como outros assuntos: feminismo, etnia-raça.

Por isso, todo cuidado é pouco. Permanece a expectativa de redução de danos contra essas comunidades, inclusive na pauta dos Direitos Humanos. Fatores políticos e identitários sinalizam temas como desigualdade, discriminação, injustiça, preconceito e violência.

Essa realidade, no Brasil e no mundo, não pode ser mera alegoria de marketing, publicidade e propaganda. Sem dúvida, o compromisso do capital precisaria garantir dias melhores.

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Estratégia em pauta

Quando se inverte a lógica convencional, a estratégia torna-se relevante à (re)dimensão tecnológico-conceitual da comunicação e da cultura. Estas últimas alteram-se conforme linguagem e representação, ao destacar suas próprias peculiaridades. Aqui, o singular chama a atenção para si proocando uma unidade exclusiva que absorve sua expressão recorrente.

Nesse fluxo de estratégias discursivas, razão e emoção amparam o inteligível e o sensível em um jogo de oscilações enunciativas que qualificam o viver. Os referentres mudam, conforme mudam os valores. Disso, a experiência humana compreende, assim, a produção de efeitos (des)dobrados pela flexibilidade do cotidiano. O que se adapta ao seu jantar hoje à noite?

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Cancelar a COVID

Foi lançada no YouTube a campanha #CANCELEACOVIDhttps://www.youtube.com/watch?v=jf1HQV8MArA. No vídeo, autoridades médicas do estado de São Paulo pedem para artistas, celebridades e influenciadores digitais ajudarem na divulgação de boas práticas contra o Corona Vírus. O objetivo da campanha é solicitar apoio de todos/as para sensibilizar o público no combate da pandemia. Os elevados números, no Brasil, têm provocado colapso na área da saúde e assusta. Há uma incapacidade sufocante da saúde para atender tanta gente assim. Está demais o escândalo no número de mortes e atendimento cada vez mais precário. Ontem, foi registrado o falecimento de mais de quatro mil pessoas no Brasil.

Com hospitais lotados, os depoimentos são de profissionais da saúde confrontando com uma realidade dura e fala para a população se conscientizar sobre o problema. Ou seja, gestos simples salvam vidas. Primeiro: reduzir a circulação de pessoas nas ruas, com o isolamento social. Segundo: usar máscaras no rosto para diminuir contato mais direto. Terceiro: lavar sempre as mãos e utilizar álcool gel. São medidas simples que causam efeito para impedir a disseminação do vírus da COVID-19.

Como professor de comunicação, convido aos formadores de opinião (artistas, celebridades, influenciadores digitais) e às empresas no setor de comunicação a aderir esta Campanha #CANCELEACOVID em prol da vida humana. Este convite se estende, ainda, às pessoas na internet (como qualquer usuário-interator) a disseminar esta campanha, na expectativa de envolver e ativar a sociedade. Trata-se de uma ação efetiva – como ativismo digital – para que as pessoas possam refletir sobre seus atos e evitar a ampliação dessa calamidade pública.

Texto completo no Observatório da Imprensa

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Viver é um direito

A pandemia tem provocado um susto na gente. Precisamos reagir em conjunto para tentar evitar mais mortes. Ontem, foram quase 3.000 falecimentos em um único dia. Quem perde é o Brasil. É uma imagem brutal, um genocídio.

Pessoas inocentes morrem como vítima da ineficiência do governo brasileiro – pobre ou rico, anônimo ou famoso tanto faz. Talvez, a coisa mude quando começar a atingir diretamente alguém mais próximo de você que lê este texto agora.

O governo inconsequente faz pouco caso para sanar o problema: não há atendimento hospitalar para todos. Das questões sanitárias à vigilância ideológica, verifica-se a eterna disputa eleitoral, cujo governo se preocupa apenas com o poder. Escândalos de corrupção continuam… da velha política, com compra de votos de certos partidos políticos, aos dias atuais. As decisões não são focadas na resolução do problema.

A vacina contra o COVID-19 é a prioridade indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a qual orienta para que a população mundial receba o insumo o quanto antes. Mas, por aqui, isso ocorre de maneira bem lenta. O uso da máscara e o isolamento social ajudam na prevenção do contágio, porém não existe uma orientação institucional adequada para tal diligência.

Enquanto isso, a preocupação do governo federal é punir quem fala mal da situação? Manifestar opinião contra passa a ser crime?

Estamos vivendo um período de restrição para não ofender quem nos ofende. Mas, não se pode calar diante do abismo em que se encontra o país. A população assiste essa derrocada. É fundamental ser crítico e ficar atento aos desafios de se posicionar devidamente em prol da sociedade. Viver é um direito!

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Viver é um direito

A pandemia tem provocado um susto na gente. Precisamos reagir em conjunto para tentar evitar mais mortes. Ontem, foram quase 3.000 falecimentos em um único dia. Quem perde é o Brasil. É uma imagem brutal, um genocídio.

Pessoas inocentes morrem como vítima da ineficiência do governo brasileiro – pobre ou rico, anônimo ou famoso tanto faz. Talvez, a coisa mude quando começar a atingir diretamente alguém mais próximo de você que lê este texto agora.

O governo inconsequente faz pouco caso para sanar o problema: não há atendimento hospitalar para todos. Das questões sanitárias à vigilância ideológica, verifica-se a eterna disputa eleitoral, cujo governo se preocupa apenas com o poder. Escândalos de corrupção continuam… da velha política, com compra de votos de certos partidos políticos, aos dias atuais. As decisões não são focadas na resolução do problema.

A vacina contra o COVID-19 é a prioridade indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a qual orienta para que a população mundial receba o insumo o quanto antes. Mas, por aqui, isso ocorre de maneira bem lenta. O uso da máscara e o isolamento social ajudam na prevenção do contágio, porém não existe uma orientação institucional adequada para atal diligência.

Enquanto isso, a precoupação do governo federal é punir quem fala mal da situação? Manifestar opinião contra passa a ser crime?

Estamos vivendo um período de restrição para não ofender quem nos ofende. Mas, não se pode calar diante do abismo em que se encontra o país. A população assiste essa derrocada. É fundamental ser crítico e ficar atento aos desafios de se posicionar devidamente em prol da sociedade. Viver é um direito!

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Ao fazer…

Do texto que nasce, da imagem que surge, do som que chega. Os desdobramentos intersemióticos das ideias singulares provocam uma expressão diferente, a qual deve ser escolhida de acordo com a necessidade de cada um. Talvez, as produções de conhecimento e subjetividade equivalem ao afeto e suas consequências convoca à reflexão.

O futuro recebe a informação preparada no passado e configurada no presente, sem dúvida. Aos valores que o tempo nos apresenta, o espaço vem junto. A relação espaço-tempo requer uma manifestação recorrente do cotidiano. Entre o fazer e o saber, há um estado intermediário a se criar vínculos. A tecnologia está aí… dos arranjos da mensagem veiculada a partir de algoritmo, big data, robótica…

sem título, 2021
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Para além de

Se as redes sociais estimulam as relações – profissional, pessoal, social – imagine o que se compreende como relacionamento quando se trata de reciprocidade, contato, troca, intercâmbio. Para além do senso comum, o toma lá dá cá reverbera dinâmicas cada vez mais complexas, cujo efeito tangencia a alegoria, a qual pode ser descrita como instância circunstancial na produção de subjetividade, sobretudo na atualidade.

A alegoria pode ser utlizada na retórica eloquente que se distancia da (re)dimensão crítica. Ou seja, sua distorção inviabiliza o reconhecimento ideal das condições mínimas de uma explicativa sobre existência, realidade e verdade. O que dificulta a explanação acerca das coisas do mundo, para além de um ato interpretativo com o sentido. A alegoria, com seu excesso, destoa do vazio vulnerável convocando outras tantas interpretações, às vezes inconvenientes.

Dos povos antigos aos dias de hoje, a alegoria estrategicamente alterna valores emblemáticos e/ou simbólicos na flexibilidade da expressão do objeto/contexto como variantes discursiva de alternativas. Isso desorienta sua própria leitura a se realizar. Por certo, alegoria revela-se como extravagância causadora de perplexidade, em seu estranhamento. Isso tira o eixo do prumo e, por conseguinte, provoca desajustes, nem sempre agradáveis.

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Despertar

sem título, 2020

Mais uma vez a porta se abre para um dia que nasce em pleno verão tropical, cujo desafio é acreditar na caminhada a estabelecer novas possibilidades como emergência da vida humana. Selar o cavalo na sombra implica esperarança de um dia melhor para que a chuva limpe a poeira sem deixar desagradável vestígio ou qualquer impressão de volume.

A vida que se abre para um janeiro que se segue, no cumprimento do tempo que não se esgota porque a regência dos planetas permite avançar sobre a morada da alma, em cada território equacionado pela natureza ampliada com a dinâmica estratégica da cultura. Na medida em que se evanesce a luz do sol, torna-se quente o clima festivo para a jornada dura que continua atropelando as regiões dos trópicos. São riscos, rabiscos, pedaços de desatinos alvoroçados a respeito de lembranças passageiras e apagadas das memórias que se vão brotando sem rumo! Então, levanta e vai…

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Imprecisão do traço

Afrika [guache, 2020]

Como exercício de possibilidades inusitadas surgem derivações. A imprecisão do traço permite determinada abertura para se constituir a imagem, cujo desenvolvimento compreende experimentações poéticas e estéticas na arte contemporânea. Essa abertura (re)desenha a flexibilidade do humano, ao experimentar materiais, cores, forma e texturas. Isso faz parte do desafio cotidiano, recorrente, de se envolver com a dinâmica artística sem necessariamente ficar preso à formalidade que constitui as resultantes.

A arte contemporânea pode ser (re)visitada na medida em que se expande a máxima (re)dimensão de ser/estar sujeito no mundo das coisas. Entre o sensível e o inteligível (e vice-versa), aqui, vale a articulação estratégica de refletir sobre a produção artística como desdobramento efeito da produção de conhecimento alinhada à produção de informação e, consequentemente, à produção de subjetividade.

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#ConsciênciaNegra_

No Dia da Consciência Negra, não se pode esquecer jamais de Zumbi dos Palmares como herói negro, guerreiro valente, defensor do Quilombo no Brasil. Se há um herói negro, no país, Zumbi reverencie o homem valente que lutou contra o (ab)uso da chibata, no açoite do chicote mascado nas costas de escravos. Zumbi criou um refúgio escondido nas matas. Palmares foi um cativo bem especial em que a pessoa humana pôde ser livre para sobreviver aos horrores e contar sua história.

Ao saudar meus ancestrais, a herança afrodescendente ressalta variantes identitárias de traços fenótipos e/ou genótipo, sou caboclo, guerreiro, valente… A (re)dimensão conceitual de reconhecimento e legitimação de etnia/raça sobre negritude, no Brasil e no mundo, não deve passar exclusivamente (apenas) pela cor da pele preta, mas por aspectos culturais, familiares que transverzalizam atitudes, posturas, comportamentos decisões para se pensar a própria posição de mundo.

Vó Tibúrcio

Peço licença para apresentar Vó Tibúrcio, pai de meu pai. Falo de um preto velho que soube distribuir carinho, afeto e amor para os seus… Do norte de Minas, nascido na cidade Pedra Azul, em 1902, testemunhou uma vida árdua (de)marcada de desafios insolentes em que pessoas simples de Minas, ainda hoje, são exploradas pelo capital.

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