Ao fazer…

Do texto que nasce, da imagem que surge, do som que chega. Os desdobramentos intersemióticos das ideias singulares provocam uma expressão diferente, a qual deve ser escolhida de acordo com a necessidade de cada um. Talvez, as produções de conhecimento e subjetividade equivalem ao afeto e suas consequências convoca à reflexão.

O futuro recebe a informação preparada no passado e configurada no presente, sem dúvida. Aos valores que o tempo nos apresenta, o espaço vem junto. A relação espaço-tempo requer uma manifestação recorrente do cotidiano. Entre o fazer e o saber, há um estado intermediário a se criar vínculos. A tecnologia está aí… dos arranjos da mensagem veiculada a partir de algoritmo, big data, robótica…

sem título, 2021
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Para além de

Se as redes sociais estimulam as relações – profissional, pessoal, social – imagine o que se compreende como relacionamento quando se trata de reciprocidade, contato, troca, intercâmbio. Para além do senso comum, o toma lá dá cá reverbera dinâmicas cada vez mais complexas, cujo efeito tangencia a alegoria, a qual pode ser descrita como instância circunstancial na produção de subjetividade, sobretudo na atualidade.

A alegoria pode ser utlizada na retórica eloquente que se distancia da (re)dimensão crítica. Ou seja, sua distorção inviabiliza o reconhecimento ideal das condições mínimas de uma explicativa sobre existência, realidade e verdade. O que dificulta a explanação acerca das coisas do mundo, para além de um ato interpretativo com o sentido. A alegoria, com seu excesso, destoa do vazio vulnerável convocando outras tantas interpretações, às vezes inconvenientes.

Dos povos antigos aos dias de hoje, a alegoria estrategicamente alterna valores emblemáticos e/ou simbólicos na flexibilidade da expressão do objeto/contexto como variantes discursiva de alternativas. Isso desorienta sua própria leitura a se realizar. Por certo, alegoria revela-se como extravagância causadora de perplexidade, em seu estranhamento. Isso tira o eixo do prumo e, por conseguinte, provoca desajustes, nem sempre agradáveis.

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Despertar

sem título, 2020

Mais uma vez a porta se abre para um dia que nasce em pleno verão tropical, cujo desafio é acreditar na caminhada a estabelecer novas possibilidades como emergência da vida humana. Selar o cavalo na sombra implica esperarança de um dia melhor para que a chuva limpe a poeira sem deixar desagradável vestígio ou qualquer impressão de volume.

A vida que se abre para um janeiro que se segue, no cumprimento do tempo que não se esgota porque a regência dos planetas permite avançar sobre a morada da alma, em cada território equacionado pela natureza ampliada com a dinâmica estratégica da cultura. Na medida em que se evanesce a luz do sol, torna-se quente o clima festivo para a jornada dura que continua atropelando as regiões dos trópicos. São riscos, rabiscos, pedaços de desatinos alvoroçados a respeito de lembranças passageiras e apagadas das memórias que se vão brotando sem rumo! Então, levanta e vai…

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Imprecisão do traço

Afrika [guache, 2020]

Como exercício de possibilidades inusitadas surgem derivações. A imprecisão do traço permite determinada abertura para se constituir a imagem, cujo desenvolvimento compreende experimentações poéticas e estéticas na arte contemporânea. Essa abertura (re)desenha a flexibilidade do humano, ao experimentar materiais, cores, forma e texturas. Isso faz parte do desafio cotidiano, recorrente, de se envolver com a dinâmica artística sem necessariamente ficar preso à formalidade que constitui as resultantes.

A arte contemporânea pode ser (re)visitada na medida em que se expande a máxima (re)dimensão de ser/estar sujeito no mundo das coisas. Entre o sensível e o inteligível (e vice-versa), aqui, vale a articulação estratégica de refletir sobre a produção artística como desdobramento efeito da produção de conhecimento alinhada à produção de informação e, consequentemente, à produção de subjetividade.

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#ConsciênciaNegra_

No Dia da Consciência Negra, não se pode esquecer jamais de Zumbi dos Palmares como herói negro, guerreiro valente, defensor do Quilombo no Brasil. Se há um herói negro, no país, Zumbi reverencie o homem valente que lutou contra o (ab)uso da chibata, no açoite do chicote mascado nas costas de escravos. Zumbi criou um refúgio escondido nas matas. Palmares foi um cativo bem especial em que a pessoa humana pôde ser livre para sobreviver aos horrores e contar sua história.

Ao saudar meus ancestrais, a herança afrodescendente ressalta variantes identitárias de traços fenótipos e/ou genótipo, sou caboclo, guerreiro, valente… A (re)dimensão conceitual de reconhecimento e legitimação de etnia/raça sobre negritude, no Brasil e no mundo, não deve passar exclusivamente (apenas) pela cor da pele preta, mas por aspectos culturais, familiares que transverzalizam atitudes, posturas, comportamentos decisões para se pensar a própria posição de mundo.

Vó Tibúrcio

Peço licença para apresentar Vó Tibúrcio, pai de meu pai. Falo de um preto velho que soube distribuir carinho, afeto e amor para os seus… Do norte de Minas, nascido na cidade Pedra Azul, em 1902, testemunhou uma vida árdua (de)marcada de desafios insolentes em que pessoas simples de Minas, ainda hoje, são exploradas pelo capital.

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Website de Arte Contemporânea

Batom [técnica mista, 2020]

O que se publica na internet cada vez mais alcança virtualmente mais e mais pessoas. Em 2020, uma reviravolta a(di)ciona novas/outras possibilidades, inclusive no mundo da arte. Diante de experimentações poéticas e estéticas, a arte contemporânea (re)inscreve as coisas no mundo, ao abrir espaço para agenciamento/negociação noções de criatividade e diversidade.

Por isso, decidi produzir um website – http://wiltongarcia.com.br – sobre meu trabalho como artista visual de arte contemporânea. Trata-se de um portfolio com os trabalhos visuais mais recentes.

Com mais de 20 anos de carreira de artista visual, realizo com diferentes técnicas (colagem, desenho, pintura, escultura, fotografia, instalação, vídeo), tendo como referência o contemporâneo. Dessa forma, a questão da atualização e a inovação permeia a produção de efeito.

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Obé em debate

Obé [2020] em detalhe

Apenas algumas linhas e cores trazem formas e texturas para a cena aqui eleita como processo criativo. Em Obé [2020], exploro técnica mista (grafite, carvão e nanquim com guache) sobre papel ao ressaltar vestígios estendidos em grafite, cera, lápis. São materiais relevantes para produzir feixes de efeitos, conforme ilustração neste texto.

(De)marcam-se caminhos, cujo percurso criativo amplia a experiência do olhar sobre a perceção das coisas no mundo. Para além do todo em breve fragmento, o contraste cromático de cores vivas vibra a logomarca, em destaque, na oportunidade de gerar mediação. Nesse processo criativo, vale (re)dimensionar os referentes objeto/contexto em uma lógica de espaço-tempo para conduzir o enunciado visual.

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Live sobre Processo de Criação

Na quinta-feira (24/9), às 20h, acontece a live sobre Processo de Criação em Artes Visuais, com Wellrockers (artista visual) e Wilton Garcia. Este evento será em formato live no instagram (@transcorpora). Assista!!!

+infohttps://www.instagram.com/transcorpora/

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Lançamento do Livro Pra quem gosta, um beijo

Na quarta-feira (9/9), às 19h, acontece o lançamento do livro Pra quem gosta, um beijo, do Prof. Dr. Wilton Garcia. Este evento será em formato live no instagram (@transcorpora), com a participação do jornalista André Fischer. Assista!!!

+informaçãohttps://www.instagram.com/transcorpora/

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Demonstrar será esconder?!

Quando se exibe algo (texto, imagem, som), na internet, outra parte fica oculta. O que fica exposto explicita a mensagem, direcionando uma percepção/observação. Já o que está atrás não pode ser visto/lido, portanto, solicita complemento inevitavelmente.

Esse jogo relacional (re)vela intenções secretas que são (não/nem) expostas à prova. Há apenas vestígios do que possa supor uma expressão adivinda do campo das (im)possibilidades simutâneas – do quero / não quero!

Entre mostrar e/ou esconder, nascem intervalos, paradoxos, contradições, controvérsias; o que não faz sentido alcança a produção de efeito. Esse último (o efeito) torna-se causador de enorme impacto atualmente.

Disso fica uma dúvida: como realizar, então, uma mediação sensível/inteligível que possa representar a manifestação das coisas no mundo contemporâneo?!

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