Afroqueer

O Projeto de intervenção estética Afroqueer [2021], surge em grande escala impressa graficamente nas paredes da cidade. Ao oferecer arte, cultura e informação para a sociedade, essa experimentação poética carrega consigo contradições, controvérsias e paradoxos como produção de subjetividade.

Afroqueer [cor, 230×270]
ECA-USP, 24 jun 2021

Tal expressão artística, estética e poética convoca o público a refletir sobre a diversidade no destaque de etnia-raça e gênero.  A pauta de uma política identitária transversaliza povos indígenas, caboclas, tal qual amplia a dimensão de negritude com leveza. Afinal, é um convite à apreciação do sujeito contemporâneo. Eis uma proposta criativa preocupada com o gesto inclusivo contra a desigualdade.

Com o (re)uso de materiais (sobras de tintas, pinceis etc.), consumo e sustentabilidade também aparecem nessa cena, na expectativa de agenciar/negociar tal poética. Por isso, criatividade, flexibilidade e versatilidade são categorias que contribuem para essa experiência como produção de conhecimento.

+Plural [cor, 410×470]
Fatec Itaquaquecetuba, 30 ago 2021
Afroqueer [cor, 420×300]
Ateliê Nazaré Paulista 19 set 2021
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Anotações

Pauto aqui três pontos para fortalecer a discussão sobre a desigualdade no Brasil.

Primeiro: alternativas contemporâneas (re)dimensionam dúvida, incerteza, imprevisibilidade, provocando instabilidades entre referentes, valores e representações. As coisas no mundo solicitam atenção diante das disparidades entre controvérsias, paradoxos e/ou contradições, para além de oposições.

Segundo, seria contundente pensar a respeito da educação atrelada à comunicação, hoje, em particular diante das adversidades das tecnologias emergentes: algoritmos, internet das coisas, redes sociais, telefone celular, aplicativos, entre outros. A educação tecnológica pressupõe cda vez mais o uso de dispositivos.

Terceiro, o capital interessa exclusivamente pela maior soma do próprio capital. Embora se recorra atualmente ao discurso da diversidade. Mas, cuidado! O capital apenas almeja trabalhar a responsabilidade social pautada pela lucratividade.

Logo, essas situações complexas sobressaltam o viver, oscilando entre realidade, verdade e existência. Nesse debate, a lógica do capitalismo contemporâneo evidencia um pensamento reflexivo, capaz de ponderar um posicionamento crítico.

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Diversidade LGBTTQIA+ das Marcas

Afroqueer [2021, 320×370, ECA-USP]

A cultura LGBTTQIA+ agora entrou na era das marcas. Hoje, diversidade é tendência.

O mercado-mídia coptou essa cultura em prol da diversidade. Será mesmo?

Desconfio que primeiro usaram o abusaram e depois querem apenas aumentar o lucro. Sim, a agenda LGBTTQIA+ tornou-se hipermidiática. Estar em evidência implica ser a bola da vez.

Quem sabe, é apenas um tipo de reconhecimento momentâneo, passageiro. Daqui a pouco, essa agenda é descartada como outros assuntos: feminismo, etnia-raça.

Por isso, todo cuidado é pouco. Permanece a expectativa de redução de danos contra essas comunidades, inclusive na pauta dos Direitos Humanos. Fatores políticos e identitários sinalizam temas como desigualdade, discriminação, injustiça, preconceito e violência.

Essa realidade, no Brasil e no mundo, não pode ser mera alegoria de marketing, publicidade e propaganda. Sem dúvida, o compromisso do capital precisaria garantir dias melhores.

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Estratégia em pauta

Quando se inverte a lógica convencional, a estratégia torna-se relevante à (re)dimensão tecnológico-conceitual da comunicação e da cultura. Estas últimas alteram-se conforme linguagem e representação, ao destacar suas próprias peculiaridades. Aqui, o singular chama a atenção para si proocando uma unidade exclusiva que absorve sua expressão recorrente.

Nesse fluxo de estratégias discursivas, razão e emoção amparam o inteligível e o sensível em um jogo de oscilações enunciativas que qualificam o viver. Os referentres mudam, conforme mudam os valores. Disso, a experiência humana compreende, assim, a produção de efeitos (des)dobrados pela flexibilidade do cotidiano. O que se adapta ao seu jantar hoje à noite?

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Cancelar a COVID

Foi lançada no YouTube a campanha #CANCELEACOVIDhttps://www.youtube.com/watch?v=jf1HQV8MArA. No vídeo, autoridades médicas do estado de São Paulo pedem para artistas, celebridades e influenciadores digitais ajudarem na divulgação de boas práticas contra o Corona Vírus. O objetivo da campanha é solicitar apoio de todos/as para sensibilizar o público no combate da pandemia. Os elevados números, no Brasil, têm provocado colapso na área da saúde e assusta. Há uma incapacidade sufocante da saúde para atender tanta gente assim. Está demais o escândalo no número de mortes e atendimento cada vez mais precário. Ontem, foi registrado o falecimento de mais de quatro mil pessoas no Brasil.

Com hospitais lotados, os depoimentos são de profissionais da saúde confrontando com uma realidade dura e fala para a população se conscientizar sobre o problema. Ou seja, gestos simples salvam vidas. Primeiro: reduzir a circulação de pessoas nas ruas, com o isolamento social. Segundo: usar máscaras no rosto para diminuir contato mais direto. Terceiro: lavar sempre as mãos e utilizar álcool gel. São medidas simples que causam efeito para impedir a disseminação do vírus da COVID-19.

Como professor de comunicação, convido aos formadores de opinião (artistas, celebridades, influenciadores digitais) e às empresas no setor de comunicação a aderir esta Campanha #CANCELEACOVID em prol da vida humana. Este convite se estende, ainda, às pessoas na internet (como qualquer usuário-interator) a disseminar esta campanha, na expectativa de envolver e ativar a sociedade. Trata-se de uma ação efetiva – como ativismo digital – para que as pessoas possam refletir sobre seus atos e evitar a ampliação dessa calamidade pública.

Texto completo no Observatório da Imprensa

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Viver é um direito

A pandemia tem provocado um susto na gente. Precisamos reagir em conjunto para tentar evitar mais mortes. Ontem, foram quase 3.000 falecimentos em um único dia. Quem perde é o Brasil. É uma imagem brutal, um genocídio.

Pessoas inocentes morrem como vítima da ineficiência do governo brasileiro – pobre ou rico, anônimo ou famoso tanto faz. Talvez, a coisa mude quando começar a atingir diretamente alguém mais próximo de você que lê este texto agora.

O governo inconsequente faz pouco caso para sanar o problema: não há atendimento hospitalar para todos. Das questões sanitárias à vigilância ideológica, verifica-se a eterna disputa eleitoral, cujo governo se preocupa apenas com o poder. Escândalos de corrupção continuam… da velha política, com compra de votos de certos partidos políticos, aos dias atuais. As decisões não são focadas na resolução do problema.

A vacina contra o COVID-19 é a prioridade indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a qual orienta para que a população mundial receba o insumo o quanto antes. Mas, por aqui, isso ocorre de maneira bem lenta. O uso da máscara e o isolamento social ajudam na prevenção do contágio, porém não existe uma orientação institucional adequada para tal diligência.

Enquanto isso, a preocupação do governo federal é punir quem fala mal da situação? Manifestar opinião contra passa a ser crime?

Estamos vivendo um período de restrição para não ofender quem nos ofende. Mas, não se pode calar diante do abismo em que se encontra o país. A população assiste essa derrocada. É fundamental ser crítico e ficar atento aos desafios de se posicionar devidamente em prol da sociedade. Viver é um direito!

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Viver é um direito

A pandemia tem provocado um susto na gente. Precisamos reagir em conjunto para tentar evitar mais mortes. Ontem, foram quase 3.000 falecimentos em um único dia. Quem perde é o Brasil. É uma imagem brutal, um genocídio.

Pessoas inocentes morrem como vítima da ineficiência do governo brasileiro – pobre ou rico, anônimo ou famoso tanto faz. Talvez, a coisa mude quando começar a atingir diretamente alguém mais próximo de você que lê este texto agora.

O governo inconsequente faz pouco caso para sanar o problema: não há atendimento hospitalar para todos. Das questões sanitárias à vigilância ideológica, verifica-se a eterna disputa eleitoral, cujo governo se preocupa apenas com o poder. Escândalos de corrupção continuam… da velha política, com compra de votos de certos partidos políticos, aos dias atuais. As decisões não são focadas na resolução do problema.

A vacina contra o COVID-19 é a prioridade indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a qual orienta para que a população mundial receba o insumo o quanto antes. Mas, por aqui, isso ocorre de maneira bem lenta. O uso da máscara e o isolamento social ajudam na prevenção do contágio, porém não existe uma orientação institucional adequada para atal diligência.

Enquanto isso, a precoupação do governo federal é punir quem fala mal da situação? Manifestar opinião contra passa a ser crime?

Estamos vivendo um período de restrição para não ofender quem nos ofende. Mas, não se pode calar diante do abismo em que se encontra o país. A população assiste essa derrocada. É fundamental ser crítico e ficar atento aos desafios de se posicionar devidamente em prol da sociedade. Viver é um direito!

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Ao fazer…

Do texto que nasce, da imagem que surge, do som que chega. Os desdobramentos intersemióticos das ideias singulares provocam uma expressão diferente, a qual deve ser escolhida de acordo com a necessidade de cada um. Talvez, as produções de conhecimento e subjetividade equivalem ao afeto e suas consequências convoca à reflexão.

O futuro recebe a informação preparada no passado e configurada no presente, sem dúvida. Aos valores que o tempo nos apresenta, o espaço vem junto. A relação espaço-tempo requer uma manifestação recorrente do cotidiano. Entre o fazer e o saber, há um estado intermediário a se criar vínculos. A tecnologia está aí… dos arranjos da mensagem veiculada a partir de algoritmo, big data, robótica…

sem título, 2021
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Para além de

Se as redes sociais estimulam as relações – profissional, pessoal, social – imagine o que se compreende como relacionamento quando se trata de reciprocidade, contato, troca, intercâmbio. Para além do senso comum, o toma lá dá cá reverbera dinâmicas cada vez mais complexas, cujo efeito tangencia a alegoria, a qual pode ser descrita como instância circunstancial na produção de subjetividade, sobretudo na atualidade.

A alegoria pode ser utlizada na retórica eloquente que se distancia da (re)dimensão crítica. Ou seja, sua distorção inviabiliza o reconhecimento ideal das condições mínimas de uma explicativa sobre existência, realidade e verdade. O que dificulta a explanação acerca das coisas do mundo, para além de um ato interpretativo com o sentido. A alegoria, com seu excesso, destoa do vazio vulnerável convocando outras tantas interpretações, às vezes inconvenientes.

Dos povos antigos aos dias de hoje, a alegoria estrategicamente alterna valores emblemáticos e/ou simbólicos na flexibilidade da expressão do objeto/contexto como variantes discursiva de alternativas. Isso desorienta sua própria leitura a se realizar. Por certo, alegoria revela-se como extravagância causadora de perplexidade, em seu estranhamento. Isso tira o eixo do prumo e, por conseguinte, provoca desajustes, nem sempre agradáveis.

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Despertar

sem título, 2020

Mais uma vez a porta se abre para um dia que nasce em pleno verão tropical, cujo desafio é acreditar na caminhada a estabelecer novas possibilidades como emergência da vida humana. Selar o cavalo na sombra implica esperarança de um dia melhor para que a chuva limpe a poeira sem deixar desagradável vestígio ou qualquer impressão de volume.

A vida que se abre para um janeiro que se segue, no cumprimento do tempo que não se esgota porque a regência dos planetas permite avançar sobre a morada da alma, em cada território equacionado pela natureza ampliada com a dinâmica estratégica da cultura. Na medida em que se evanesce a luz do sol, torna-se quente o clima festivo para a jornada dura que continua atropelando as regiões dos trópicos. São riscos, rabiscos, pedaços de desatinos alvoroçados a respeito de lembranças passageiras e apagadas das memórias que se vão brotando sem rumo! Então, levanta e vai…

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