Fragilidade em evidência

A sociedade contemporânea se vangloria porque alcançou o avanço tecnológico. Também se envaidece com a máxima utilização interativa de aparatos e dispositivos sofisticados. Mais que isso, a cultura digital prolonga a condição humana em vida virtual. Ou seja, altera-se para o campo da virtualidade sua potência performática para examinar a experiência humana. Cada vez mais, surgem no mercado-mídia lançamentos de marcas, produtos e/ou serviços, os quais anunciam a novidade e prometem fazer história.

Nesse contexto,  um vírus letal perturba a sociedade globalizada, porque incomoda o fluxo rentável do capital. Só por isso! Ou, talvez (quem sabe), alguém acredite que o capital se importa com a precariedade do sujeito humano?

Alguém esqueceu de observar o consumo da enorme população mundial que não fica atenta aos desafios de se proteger de coisas básicas como resfriado, tosse e/ou gripe. Além disso, verifica-se a postura inadequada de interesse individualistas: competição pura, que se transforma em algo alarmante. Afinal, mudanças acontecem em tempos de guerra. Ou, ainda, depara-se com uma realidade recorrente do cotidiano camuflado pela inocente imagem de que está “tudo bem”

A fragilidade física e psíquica do Ser Humano está de porta aberta!

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Um mix de ideias criativas…

Um complexo conjunto visual (de desenho, fotografia,escultura, pintura) instiga o debate crítico-reflexivo sobre arte, consumo e meio ambiente. Essa tríade enreda o esforço contemporâneo da instalação XXX_ [Projeto de Exposição, 2020], realizado na CAIXA Cultural São Paulo, na Praça da Sé.

A região central da cidade de São Paulo – referência geográfica de destaque da América Latina – torna-se lugar ícone desse debate incrementado pela velocidade das (des)territorializações da metrópole, ao convidar as pessoas para perceber a experiência poética que assola poluição, sustentabilidade, clima etc. São temáticas emergentes que compreendem o processo civilizatório entre natureza e cultura como produção de conhecimento.

Se a arte contemporânea propicia espaço para pensar, artista, obra e público sofrem com problemas de superlotação nas cidade, bem como o descarte de materiais em lixo. O que (re)aproveitar de sobras? como reutilizar estrategicamente materiais descartáveis? como reciclar potencialidades enunciativas?

O envolvimento das pessoas ampliam a condição adaptativa de refletir sobre a atualização dos modos de existência. Para buscar algum tipo de resposta (resoluções), talvez, valeria a paena ponderar um mix de ideias criativas…

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Sem Título

         

A instalação XXX_ [Projeto de exposição], com curadoria de Luciano Maluly (ECA-USP), está em exposição da CAIXA Cultural São Paulo, até 22 de março. O edifício localiza-se na Praça da Sé, 111, no centro da metrópole. Trata-se de uma oportunidade de se aventurar sobre diferentes técnicas como desenho, escultura, foto, pintura, entre outras.

A série Sem Título são seis pinturas, no tamanho 90 x 90, realizadas em 2019, no ateliê em Nazaré Paulista, em São Paulo. A experimentação poética dessa série ampara-se entre vestígios imagéticos de desenhos, em desenvolvimento, e camadas de tintas que escapam do pincel e permeiam uma palheta de cores quentes. São resíduos de materiais simples que se (des)dobram na produção de subjetividade, pois a ideia não seria trabalhar com uma perspectiva figurativa.

Antes porém, seria alcançar determinada padronagem visual de imediato reconhecimento do conjunto embrionário que se expande, conforme se experimenta a percepção do/a observador/a. Ou seja, a produção de efeito ancora-se na expressão do olhar contemporâneo para articular uma dinâmica estratégica entre observação, descrição e discussão.

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Abertura de Exposição

No aniversário da cidade de São Paulo, (25/1, sábado), às 11 horas, ocorrerá a abertura da instalação XXX_ [Projeto de Exposição], do artista visual, pesquisador e professor Wilton Garcia, na CAIXA Cultura São Paulo, na Praça da Sé, 111. A curadoria da exposição fica por conta do professor doutor Luciano Maluly (ECA-USP) e a produção é de Rosa Esteves.

A variedade de trabalhos traz técnicas mistas (colagem, desenho, escultura, fotografia, pintura), no uso de materiais descartáveis para criar experimentações poéticas. Essas experimentações evidenciam o objeto, sua representação e o projeto (desenho, fotografia) e colocam em discussão o limiar do consumo. Participe!

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instalação XXX_ na Caixa Cultural de São Paulo

Experimentar faz parte da vida! Assim, a arte ajuda a pensar sobre o cotidiano. Refletir sobre arte, consumo e meio ambiente gera experimentações poéticas entre o fazer e o saber (e vice-versa). Nesse exercício de reflexão e ação, qualquer artista depara-se com uma pesquisa, que investiga a (re)dimensão de um objeto e sua manifestação no mundo.

No aniversário da cidade de São Paulo, sábado 25 de janeiro, às 11 horas, na CAIXA Cultural SP, próximo ao Metrô Sé, abre a Exposição instalação XXX_, de Wilton Garcia, apresenta trabalhos que utilizam técnicas mistas (colagem, desenho, escultura, fotografia, pintura), ao (re)utilizar materiais descartáveis para criar experimentações poéticas.

Essas experimentações apostam no exercício criativo de reapropriação e reuso de diversos materiais precários, sensíveis, que exploram o debate sobre sustentabilidade. De fato, são trabalhos estéticos que evidenciam o objeto, sua representação (desenho, fotografia) e colocam em discussão o limiar do consumo.

As coisas, cada vez mais, amparam-se em atualizações e/ou inovações. A lógica da contemporaneidade coloca em xeque desafios sobre natureza e cultura, cuja condição humana espelha-se em vestígios estéticos.

Para os interessados em conhecer mais sobre arte contemporânea alinhada ao meio ambiente e ao consumo, o artista e o curador Luciano Maluly (professor de jornalismo na ECA-USP) oferecerão uma visita guiada também no dia 25 de janeiro, às 13 horas; e um workshop criativo no dia 22 de março, às 13 horas.

Garcia fez mestrado e doutorado na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e, atualmente, é professor e pesquisador na FATEC Itaquaquecetuba e na Universidade de Sorocaba (Uniso). Desde 2000, participa de exposições coletivas e individuais, em São Paulo, Rio de Janeiro e Nova York. Como artista e pesquisador, trabalha com imagem, fotografia e objeto que compreendem estudos contemporâneos. Alguns de seus projetos podem também ser vistos em www.devoradigital.wordpress.com

Com produção de Rosa Esteves, a mostra reúne doze conjuntos produzidos pelo reaproveitamento desses materiais. A instalação XXX_, do artista visual Wilton Garcia, estará em exposição até o 22 de março de 2020, das 13 às 19 horas e conta com o apoio da CAIXA Cultural São Paulo e da Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (FUNDAC).

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#renovação

Quando a gente necessita de renovar as direções, em busca de um futuro melhor, isso solicita abrir novas frentes, novas parcerias, novas alianças. Seria olhar para o que vem, sem medo de ser feliz! A pausa de início de um Ano Novo, requer um esforço para se observar não apenas o que já foi feito, mas também como foi feito – da produção de sentido à produção de efeito (e vice-versa).

Com isso, reconhecer que o Tempo rege uma sabedoria singular, atingindo a todos/as, implica valorizar os limites e (re)ordenar a exploração de tempo e espaço como dinâmica estratégicas para se pontuar sua própria lógica de (des)temporalidades. Daí emerge a expressão dar tempo ao tempo. Como disse o poeta, a vida não para…

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o/a Outro/a

A discussão sobre felicidade requer observar o cotidiano para agilizar o modo de existência. As impressões que circulam na sociedade contemporânea expõem os traumas em que se vive a necessidade de uma abertura – mais deslocável. Falo de um ideal do viver cuja intensidade da experiência humana solicita sofisticada (re)dimensão flexível e dinâmica para desdobrar os caminhos. Este último almeja um percurso sem sofrimento, muito embora as barreiras estão presentes com facilidade. O que apavora o caminhar.

Portanto, torna-se fundamental (re)considerar o/a Outro/a como quem pondera sua própria possibilidade de Ser/Estar sujeito no mundo. Mais que empatia, vale aqui a simpatia…

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Atenção, Amarelo_

Amarelo (foto digital, cor, 2019)

Atenção! O sinal amarelo destaca a necessidade de ficar alerta, porque o trânsito vai parar quando chegar o sinal vermelho.  Isso determina a prudência para evitar avançar o sinal que desperta cuidado. E nem mesmo esquecer que o trânsito em uma cidade é feito de pessoas e carros, os quais dividem os espaços urbanos. Portanto, o amarelo chama a atenção para que a gente fique ligado.

Então, conferir sua forma de deslocamento na sociedade implica obediência aos valores coletivos para se compartilhar a expressão do sujeito no mundo. Afinal, nesse estágio provisório, as coisas precisam de um tempo para que se possa ficar encubada – a germinar e traduzir – os efeitos das decisões tomadas. Entre a vigília e a cautela, todo e qualquer cuidado, ainda, parece ser pouco para os desafios contemporâneos.

Você já entrou em estado de prevenção?

 

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#desobediência epistemológica_

7a A diversidade incomoda, porque interfere no cotidiano com o desconhecido confabulado pela performance, ao acarretar alternativas. O diversus comporta diferentes versão como territórios fecundos e obscuros – (re)ocupados pelas malhas da expansão.

O estranho surpreende (apavora) os/as demais, uma vez que não é possível ser reconhecido instantâneo. O estranho está distante, em um primeiro momento, do eixo central da sociedade: na espacialidade marginal-periférica. A lógica do estranhamento traz a divergência do senso comum no afrontamento da desobediência epistemológica.

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pluridiversidades

O trânsito aberto de conceitos, fundamentos, métodos e teorias no campo contemporâneo da comunicação e da cultura ajuda a refletir a respeito das diversas rotas transversais que ecoam em nossa sociedade, sobretudo na eminência da contemporaneidade. De modo interdisciplinar, equaciona-se a emergência da diversidade – de classe, gênero, orientação sexual, etnia/raça, religião, região – no Brasil e no mundo.

Em permanente mudança, observam-se deslocamentos inevitáveis do sujeito, que compreende por diferentes possibilidades de fragmentos não-lineares e deslizantes. Estrategicamente, o desafio contemporâneo (re)equaciona sua produção de feixes de efeitos de sentido. São (re)configurações de estratégias deslizantes que ponderam diferentes fatores intersubjetivos de uma reflexão e sua representação torna-se fundamental para legitimar a ocupação o lugar de fala. Seria, sim, fortalecer o posicionamento no mundo em pluridiversidades.

Do objeto à sua representação (e vice-versa), o distanciamento longínquo e profundo a ser ocupado pelas malhas (inter/trans)textuais da expressão comporta a natureza visual da imagem (e a aparência) das coisas no mundo. A representação de um objeto, contexto ou sujeito como articulação enigmática estrategicamente se (des)dobra, para além de uma condição adaptativa. Disso, emergem-se parâmetros (intrínsecos e/ou extrínsecos), em suas próprias nuances sensíveis/inteligíveis entre: estética, técnica e ética, na expectativa de se (re)considerar melhores maneiras de expor um objeto (ou sujeito) artístico. A arte contém várias facetas!

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